SORRISO
PERDIDO
Houve um tempo
em que a chamavam de menina sorriso.
Não que tivesse muito motivo para rir.
Mas nem para chorar.
A vida pode ser tão bela quando acreditamos nela...
A menina mulher que desabrochava achava graça no mundo e vivia sorrindo.
Sorria para a manhã que nascia, para a tarde que morria.
Para o tempo que corria.
Os acontecimentos traziam tanto contentamento.
Outras vezes só tormento.
A mulher que se tornara ainda ria. Conseguia mesmo na dor encontrar alegria.
Cada tombo a fazia levantar, com a mesma vontade de continuar.
Sempre e sempre ela insistia em conservar a alegria.
Mas um dia descobriu-se na frente do espelho procurando seu sorriso e não o encontrando mais.
Em que canto o esquecera?
Procurou, procurou e achou tão estranha aquela figura refletida no cristal à sua frente.
Não mais se reconhecia naquela mulher que não ria.
Olhou profundamente naqueles olhos refletidos ali. Dois poços tão fundos!
Um longo caminho ela iria trilhar... para se encontrar... e seu sorriso recuperar.
Não que tivesse muito motivo para rir.
Mas nem para chorar.
A vida pode ser tão bela quando acreditamos nela...
A menina mulher que desabrochava achava graça no mundo e vivia sorrindo.
Sorria para a manhã que nascia, para a tarde que morria.
Para o tempo que corria.
Os acontecimentos traziam tanto contentamento.
Outras vezes só tormento.
A mulher que se tornara ainda ria. Conseguia mesmo na dor encontrar alegria.
Cada tombo a fazia levantar, com a mesma vontade de continuar.
Sempre e sempre ela insistia em conservar a alegria.
Mas um dia descobriu-se na frente do espelho procurando seu sorriso e não o encontrando mais.
Em que canto o esquecera?
Procurou, procurou e achou tão estranha aquela figura refletida no cristal à sua frente.
Não mais se reconhecia naquela mulher que não ria.
Olhou profundamente naqueles olhos refletidos ali. Dois poços tão fundos!
Um longo caminho ela iria trilhar... para se encontrar... e seu sorriso recuperar.
sonia delsin
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