CRIS
Que saudades!
Cris, minha doce
menina!
Por que escolheu
esse caminho, tão longe de nós?
Se não escolheu,
quem foi então?
Como é doloroso
sabê-la tão inerte neste leito quem vibrava tanto.
Quem amava tanto
a vida.
Quem sorria, ria
e gargalhava.
Quem amava os
jogos, os papos.
Lembra-se de
quando sentávamos na varanda da casa de meus pais e lá falamos tanta besteira?
Era tanto papo
furado.
Tanta conversa
que jogávamos fora.
Hoje vejo que
não foram conversas jogadas ao léu.
Não. Tiveram
proveito.
Porque hoje tudo
aquilo faz parte do passado, das lembranças e preciso tanto de tudo isso.
Porque falta
você e as lembranças boas suavizam a nossa dor de sabê-la doente. De ignorar se
voltará para nós um dia.
Queríamos tanto
vê-la voltar com seu sorriso tão meigo, tão doce. No seu jeito de menina.
Sempre você foi
uma menina para nós. Quando a vi entrando naquela igreja eu não consegui
enxergar que era uma moça que se casava ali. Não, para a mim era a menina.
E o que você me
falou quando fui cumprimentá-la fez-me ver que realmente você o era. Nunca
deixaria de ser.
O tempo parou
naquele dia para você?
Foram longos
anos de ausência e você fez falta demais em nossas vidas porque sempre foi o
nosso talismã. Uma criaturinha querida.
Sonhei tantas
vezes com você nestes anos. Sonhei e os sonhos a trouxeram de alguma forma para
mim.
Cris me ouça!
Será que meu pensamento de alguma forma chega até você?
Se der para
voltar, volte para nós.
Se não der nos
ensine a aceitar. Se puder...
sonia delsin

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