sábado, 17 de maio de 2014



CRIS I

Olho sua fotografia no espelho do meu quarto.
Deixo-a lá para ver o seu sorriso todos os dias.
O sorriso ficou no retrato, e mais que isso; ficou na lembrança.
Cristina, eu não a esqueço.
Talvez eu me vá antes que você.
Um dia transporei os umbrais da morte e peço a Deus que não me mantenha entre a vida e a morte como aconteceu com você.
É doloroso demais sabê-la tão próxima e tão ausente.
Cris, por quê?
Porque tudo isso?
Não é pena o que sinto por você. É muito mais!
É um carinho, uma vontade de trazê-la de um lugar que eu não sei onde.
Abraço-a. O seu cheiro traz saudades. Mesmo quando eu o sinto na imaginação.
É tão fácil ir ao seu encontro. Mas reluto em ir. Sinto medo. Medo das verdades encobertas.

Cris, venha até mim. Nos meus sonhos. Não temo os sonhos. Venha sempre que quiser.

sonia delsin

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