CRIS I
Olho sua
fotografia no espelho do meu quarto.
Deixo-a lá para
ver o seu sorriso todos os dias.
O sorriso ficou
no retrato, e mais que isso; ficou na lembrança.
Cristina, eu não
a esqueço.
Talvez eu me vá
antes que você.
Um dia
transporei os umbrais da morte e peço a Deus que não me mantenha entre a vida e
a morte como aconteceu com você.
É doloroso
demais sabê-la tão próxima e tão ausente.
Cris, por quê?
Porque tudo
isso?
Não é pena o que
sinto por você. É muito mais!
É um carinho,
uma vontade de trazê-la de um lugar que eu não sei onde.
Abraço-a. O seu
cheiro traz saudades. Mesmo quando eu o sinto na imaginação.
É tão fácil ir
ao seu encontro. Mas reluto em
ir. Sinto medo. Medo das verdades encobertas.
Cris, venha até
mim. Nos meus sonhos. Não temo os sonhos. Venha sempre que quiser.
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário